sexta-feira, 13 de julho de 2012

Relato do show do Capital Inicial



Dia Mundial do Rock! Para comemorar, eu tenho que falar do Capital Inicial. Não sei se falo do meu amor por eles ou do último show que fui. Acho que vou falar dos dois. Esplanada dos Ministérios, 21 de abril de 2012. Quatro anos após a gravação do DVD, que minha mãe não me deixou ir. Aniversário do Robledo, uma data que ficou marcada na minha vida. Mas o show desse ano também ficou marcado. O Capital, só pra variar, apareceu no momento certo como sempre né? Quando minha vida tava um inferno, eu perdida sem saber o que fazer, triste com a vida. Sem vontade de fazer nada. Aí eles aparecem. Ainda não estava com meu presente pronto para entregar ao Capital.  Fiz um CD para cada integrante, incluindo o Robledo Silva e o Fabiano Carelli, tentando explicar o quanto amo eles. CD's com fotos deles e frases, seis montagens. Mas ainda faltava finalizar. Uma camisa para o Dinho Ouro Preto. A ideia inicial era que fosse com a foto de todos, mas eu queria uma foto que eu mesma tinha tirado, mas não tinha uma foto de todos juntos. Então coloquei uma foto, que eu mesma tirei, do Dinho sem camisa e a frase "Sem você não tem graça" e meu nome e cidade: Bárbara Lopes- Brasília.
Fui cheia de esperanças e feliz da vida. Após quatro anos, eu saberia o que era o Capital tocando na Esplanada. Já sabia que não seria a mesma coisa. Afinal, não era a gravação do DVD, com certeza não teria 1 milhão de pessoas, mas eu fui. Após perder o show histórico, prometi não faltar a nenhum show do Capital. Promessa cumprida até agora! Minha mãe, como sempre, estava de cama. Foi até mais fácil sair de casa. Ela não tava nem aí pra mim. Poderia ser estuprada lá, assaltada ou assassinada. Ela tava pouco se lixando. Então eu fui pouco me lixar também. Saí de casa às 18h. Fiquei esperando o ônibus. Na parada, conversei com uns dois caras que estavam trabalhando na obra ali perto. Eles perceberam na hora que eu iria para lá, afinal estava vestida de roqueira. Perguntaram se eu iria sozinha, disse que encontraria com uns amigos na rodoviária. Mentira, iria só com a Giane, que provavelmente não chegaria tão cedo quanto eu.  Minha mãe se preocupa muito quando vou aos shows. Diz que eu tenho que ter amigos para isso. Eu acho que bom mesmo é curtir show sozinha. Eu posso gritar, fazer o que eu quiser. Perguntaram também como iria voltar pra casa. Disseram que eu poderia dormir na casa do namorado. Eu disse que não tinha namorado. Um deles perguntou como uma moça bonita não tinha namorado. Nem sei o que respondi. Não lembro se o ônibus demorou a chegar. Quando ele parou na rodoviária já estava escuro. Fui andando da rodoviária até a Esplanada, que já estava suja. Muito lixo jogado no chão. Meu coração já estava disparado. Quando cheguei perto do palco vi que já tinha uma galera lá e pensei: "Tenho que ficar aqui até acabar o show". Foi o que fiz. Consegui ficar na grade, mas o ruim é que tinha uma outra grade mais perto do palco. Provavelmente para a família, os amigos e etc. Dava para ver o palco, dava para eles me verem. Não dava para jogar o presente. Droga! Mas eu não iria desistir sem tentar. Lembro que tocaram umas bandas locais antes do Capital (bom, o Capital também é local), uma que não me lembro o nome, mas o apresentador disse que era o melhor vocalista de Brasília, alguma coisa assim. Mas a primeira música era praticamente instrumental. Depois foi a Ellen Olléria, ela tem uma voz muito boa. Mas a galera queria mesmo era ver Capital Inicial. Não lembro que horas minha amiga chegou. Lembro que quando estava sozinha, uns caras bêbados começaram a brigar lá atrás. Sorte que eu tava perto da grade. Rapidamente os seguranças resolveram o problema. Depois disso, chegou um cara muito estranho e ficou do meu lado. Ele chegou empurrando todo mundo e tinha uma cara de bêbado ou drogado. Muito estranho. Todo mundo que estava lá sentiu medo. Ele ficou pouco tempo e foi embora. Do meu lado, durante quase toda a espera pelo show, tinha um velho com duas meninas, que deviam ter uns 12 anos. O cara era branco, as meninas eram negras. Ele deu bebidas para elas. Vi que tinha alguma coisa errada, mas não saberia se deveria fazer algo. Com certeza, ele nem conhecia aquelas meninas. Ele ficava pegando em uma delas de uma forma diferente,. acariciava a barriga. Sei lá, muito estranho. Minha amiga chegou um pouco antes de começar o show do Capital. Uma das meninas começou a passar mal e o velho saiu com elas. Isso que dá show de graça. Prefiro 1 milhão de vezes pagar para ir a um show. Pensava: "só o Capital pra me fazer passar por isso". Na verdade, aquilo não era nada perto do que sinto por eles. O show começou, acho que nem atrasou muito. A primeira música foi Como se Sente, a música que vai tocar no dia da minha formatura. Quando o show começou eu percebi que estava mais longe do palco do que pensava. A galera VIP tomou conta da frente do palco. Não desisti de jogar o presente. Durante o show, o Dinho olhou pra mim. Era a oportunidade perfeita! Eu ficava levantando a camisa para ele ver várias vezes. Até que nessa hora, ele olhou. Amo o Dinho porque ele sempre troca olhares com os fãs. Ele consegue cantar e conversar "labialmente" durante o show. Ele viu a camisa e falou labialmente "Legal" e deu um joia. Então, eu falei "Vou jogar". O Dinho entendeu e "labialmente" falou "Não, não joga". Fez um gesto com a mão dizendo que não iria dar porque estava longe. Não fiquei triste, ele tinha razão. Tava muito longe. Na verdade, eu morri de rir porque parece que ele tava com medo de eu jogar a camisa e ele não conseguir pegar. Ainda tentei jogar a camisa durante todo o show, mas não consegui. Fiquei com medo de jogar e cair na plateia VIP. Me diverti mais ainda quando lembrei que o Dinho agiu igual aos meus sonhos. Eu sonho tanto com o Capital e em vários sonhos o Dinho falava comigo, pegava na minha mão e eu pedia pra tirar foto com ele. De certa forma, um pedaço do meu sonho foi realizado. Não desisti de entregar meu presente. No final, fiquei até feliz porque ainda faltava terminar dois CD's. Não queria entregar só o presente pro Dinho. Afinal também amo os outros integrantes. Seria injusto entregar um presente só pro Dinho. Não lembro muita coisa do show. O Capital tocou The Clash, Whole Lotta Love do Led Zeppelin e Ramones. Lembro da participação do Loro Jones em Fátima e também quando o Dinho convocou todo mundo pra votar nulo e perguntou "Vocês se sentem representados por alguém que está ali?". Ele apontou pro Congresso e perguntou de novo. Todo mundo disse não, alguns gritaram nomes como o do Tiririca e ele se amarrou. Dedicou "Que País é Esse" pro Carlinhos Cachoeira. É isso que me lembro. O show acabou, eu saí de mim, esqueci que minha amiga estava comigo, estava quase sem voz e precisava urgentemente beber água. Demoramos muito para achar. Acho que eram mais de 3h. Fomos andando pra Rodoviária sem saber qual seria o nosso destino. A opção 1 era pegar um ônibus, que com certeza não tinha. A opção 2 era dormir na Rodoviária, que não era uma boa ideia. Ficamos com a opção 3, arriscar e pegar um táxi. Deu tudo certo. Minha amiga dormiu lá em casa. Eu nem dormi direito né? Não dava pra dormir com toda aquela adrenalina. Só pensava no show, na conversa do Dinho comigo. Quando comecei a dormir, o dia amanheceu. Comemorei porque finalmente consegui ir ao show do Capital na Esplanada. Guardei a camisa com todo o carinho e resolvi terminar meu presente. Depois de tanto tempo chorando de tristeza, o Capital me fez chorar de felicidade! O próximo passo: entrevistar o pai do Flávio e do Fê, Seu Briquet. Como eu iria conseguir isso e se iria conseguir eu não sabia...
PS: no outro dia mandei uma mensagem no Twitter pro Fê dizendo que eles arrasaram no show e que tinham que tocar mais vezes em Brasília. Ele respondeu: "Obrigado, Bárbara". Foi o melhor obrigado que já recebi na vida!

Um comentário:

  1. Querida amiga

    Quando as palavras
    encontram sentimentos
    que fazem com que elas
    encontrem seus sentidos,
    nossa vida se enfeita
    com as cores da esperança.

    Obrigado por sua amizade.

    Aluísio Cavalcante Jr.

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