sábado, 6 de outubro de 2012

Ela só queria...

Ela só queria ser feliz,
Ela só queria ter amigos,
Ela só queria fazer a diferença na vida de alguém,
Ela só queria que alguém fizesse a diferença na vida dela,
Ela só queria ter alguém para desabafar,
Mas a vida fez ela mudar.

Ela começou a se afastar das pessoas,
Ela começou a perceber que todas as pessoas eram falsas,
Ela começou a viver só no seu mundo,
Ela começou a se esconder de tudo e de todos,
Ela começou a achar que o melhor era ficar quieta no seu canto,

domingo, 26 de agosto de 2012

Sentimentos

Queria acreditar quando você diz que torce pela minha felicidade, mas depois de tudo que aconteceu entre a gente é impossível,
As conversas sobre nossas vidas e nossos gostos em comum (tantas coincidências),
As vezes em que eu ficava te esperando alguns minutos e perdia meu ônibus só pra poder te ver,
As "discussões" sobre o meu curso de jornalismo,
O papel que você escreveu dizendo "Não desista" e que eu ainda não tive coragem de jogar fora,
Os chocolates que você me dava,
As mensagens que você enviava,
O almoço que era pra acontecer,
Tudo se perdeu...
No começo você era somente um colega, mas aos poucos se tornou especial,
Você nunca soube disso, mas você você me deu força quando eu mais precisava,
Os dias pareciam ser insuportáveis e eternos até o momento em que você chegava e me chamava: "Bárbara Lopes",
Eu adorava quando você dizia meu sobrenome,
Quando você me trazia chocolates e eu recusava, não com medo de engordar, mas com medo de me envolver e você me machucar,
Quando você era a única pessoa que me aguentava reclamar todos os dias sobre a faculdade,
Eu adorava tanta coisa em você que resolvi arriscar, mas não tive coragem de dizer o quanto gosto de você,
Por isso só te chamei pra sair,
Aí você me diz que não quer um relacionamento sério, que você trabalha demais e que eu não mereço isso,
Eu não mereço é que você me dê uma desculpa dessa,
Não sabia onde enfiar a cara,
Queria sumir dali, mas não tinha como,
A gente se via todos os dias e eu queria que você desaparecesse da minha vida,
Tudo acabou...
Você, que fazia meus dias difíceis serem fáceis, fez meus dias fáceis serem difíceis,
Então eu tive que tomar uma decisão: sair do único lugar que me fazia feliz,
Nunca vou esquecer o último dia que nos vemos,
Você foi a única pessoa que se despediu de mim e disse que torcia pelo meu sucesso ao me abraçar,
Nem consegui olhar nos seus olhos porque você perceberia que eu estava quase chorando,
Não consegui me despedir de todo mundo porque não queria chorar na sua frente, mas não demorou muito.
Ao sair por aquela porta, comecei a chorar.
Não sei se de tristeza, raiva ou arrependimento.
No fundo, eu não queria sair dali,
No fundo, eu ainda quero ter alguma coisa com você e entender se algum dia você sentiu ou sente alguma coisa por mim.
Aí você me diz que eu sou um anjo e que eu tenho capacidade de tomar decisões acertadas sem entrar em conflito comigo mesma,
E eu continuo sem entender.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Nove anos não foram em vão...

Realizar um sonho. Ser fã e conhecer o  meu ídolo. Dizer "eu te amo" e ouvir um "muito obrigado". Revelar que sonhava com aquele momento há nove anos e ouvir que "nove anos não foram em vão". Ouvir um sincero agradecimento do baterista da minha banda favorita. Chorar ao perceber que realizei meu sonho de conhecer meu ídolo e ouvir ele dizer: "Não chora". Receber um abraço forte em retribuição a tanto amor. Tudo isso não tem preço. Só quem é fã entende...



sexta-feira, 13 de julho de 2012

Relato do show do Capital Inicial



Dia Mundial do Rock! Para comemorar, eu tenho que falar do Capital Inicial. Não sei se falo do meu amor por eles ou do último show que fui. Acho que vou falar dos dois. Esplanada dos Ministérios, 21 de abril de 2012. Quatro anos após a gravação do DVD, que minha mãe não me deixou ir. Aniversário do Robledo, uma data que ficou marcada na minha vida. Mas o show desse ano também ficou marcado. O Capital, só pra variar, apareceu no momento certo como sempre né? Quando minha vida tava um inferno, eu perdida sem saber o que fazer, triste com a vida. Sem vontade de fazer nada. Aí eles aparecem. Ainda não estava com meu presente pronto para entregar ao Capital.  Fiz um CD para cada integrante, incluindo o Robledo Silva e o Fabiano Carelli, tentando explicar o quanto amo eles. CD's com fotos deles e frases, seis montagens. Mas ainda faltava finalizar. Uma camisa para o Dinho Ouro Preto. A ideia inicial era que fosse com a foto de todos, mas eu queria uma foto que eu mesma tinha tirado, mas não tinha uma foto de todos juntos. Então coloquei uma foto, que eu mesma tirei, do Dinho sem camisa e a frase "Sem você não tem graça" e meu nome e cidade: Bárbara Lopes- Brasília.
Fui cheia de esperanças e feliz da vida. Após quatro anos, eu saberia o que era o Capital tocando na Esplanada. Já sabia que não seria a mesma coisa. Afinal, não era a gravação do DVD, com certeza não teria 1 milhão de pessoas, mas eu fui. Após perder o show histórico, prometi não faltar a nenhum show do Capital. Promessa cumprida até agora! Minha mãe, como sempre, estava de cama. Foi até mais fácil sair de casa. Ela não tava nem aí pra mim. Poderia ser estuprada lá, assaltada ou assassinada. Ela tava pouco se lixando. Então eu fui pouco me lixar também. Saí de casa às 18h. Fiquei esperando o ônibus. Na parada, conversei com uns dois caras que estavam trabalhando na obra ali perto. Eles perceberam na hora que eu iria para lá, afinal estava vestida de roqueira. Perguntaram se eu iria sozinha, disse que encontraria com uns amigos na rodoviária. Mentira, iria só com a Giane, que provavelmente não chegaria tão cedo quanto eu.  Minha mãe se preocupa muito quando vou aos shows. Diz que eu tenho que ter amigos para isso. Eu acho que bom mesmo é curtir show sozinha. Eu posso gritar, fazer o que eu quiser. Perguntaram também como iria voltar pra casa. Disseram que eu poderia dormir na casa do namorado. Eu disse que não tinha namorado. Um deles perguntou como uma moça bonita não tinha namorado. Nem sei o que respondi. Não lembro se o ônibus demorou a chegar. Quando ele parou na rodoviária já estava escuro. Fui andando da rodoviária até a Esplanada, que já estava suja. Muito lixo jogado no chão. Meu coração já estava disparado. Quando cheguei perto do palco vi que já tinha uma galera lá e pensei: "Tenho que ficar aqui até acabar o show". Foi o que fiz. Consegui ficar na grade, mas o ruim é que tinha uma outra grade mais perto do palco. Provavelmente para a família, os amigos e etc. Dava para ver o palco, dava para eles me verem. Não dava para jogar o presente. Droga! Mas eu não iria desistir sem tentar. Lembro que tocaram umas bandas locais antes do Capital (bom, o Capital também é local), uma que não me lembro o nome, mas o apresentador disse que era o melhor vocalista de Brasília, alguma coisa assim. Mas a primeira música era praticamente instrumental. Depois foi a Ellen Olléria, ela tem uma voz muito boa. Mas a galera queria mesmo era ver Capital Inicial. Não lembro que horas minha amiga chegou. Lembro que quando estava sozinha, uns caras bêbados começaram a brigar lá atrás. Sorte que eu tava perto da grade. Rapidamente os seguranças resolveram o problema. Depois disso, chegou um cara muito estranho e ficou do meu lado. Ele chegou empurrando todo mundo e tinha uma cara de bêbado ou drogado. Muito estranho. Todo mundo que estava lá sentiu medo. Ele ficou pouco tempo e foi embora. Do meu lado, durante quase toda a espera pelo show, tinha um velho com duas meninas, que deviam ter uns 12 anos. O cara era branco, as meninas eram negras. Ele deu bebidas para elas. Vi que tinha alguma coisa errada, mas não saberia se deveria fazer algo. Com certeza, ele nem conhecia aquelas meninas. Ele ficava pegando em uma delas de uma forma diferente,. acariciava a barriga. Sei lá, muito estranho. Minha amiga chegou um pouco antes de começar o show do Capital. Uma das meninas começou a passar mal e o velho saiu com elas. Isso que dá show de graça. Prefiro 1 milhão de vezes pagar para ir a um show. Pensava: "só o Capital pra me fazer passar por isso". Na verdade, aquilo não era nada perto do que sinto por eles. O show começou, acho que nem atrasou muito. A primeira música foi Como se Sente, a música que vai tocar no dia da minha formatura. Quando o show começou eu percebi que estava mais longe do palco do que pensava. A galera VIP tomou conta da frente do palco. Não desisti de jogar o presente. Durante o show, o Dinho olhou pra mim. Era a oportunidade perfeita! Eu ficava levantando a camisa para ele ver várias vezes. Até que nessa hora, ele olhou. Amo o Dinho porque ele sempre troca olhares com os fãs. Ele consegue cantar e conversar "labialmente" durante o show. Ele viu a camisa e falou labialmente "Legal" e deu um joia. Então, eu falei "Vou jogar". O Dinho entendeu e "labialmente" falou "Não, não joga". Fez um gesto com a mão dizendo que não iria dar porque estava longe. Não fiquei triste, ele tinha razão. Tava muito longe. Na verdade, eu morri de rir porque parece que ele tava com medo de eu jogar a camisa e ele não conseguir pegar. Ainda tentei jogar a camisa durante todo o show, mas não consegui. Fiquei com medo de jogar e cair na plateia VIP. Me diverti mais ainda quando lembrei que o Dinho agiu igual aos meus sonhos. Eu sonho tanto com o Capital e em vários sonhos o Dinho falava comigo, pegava na minha mão e eu pedia pra tirar foto com ele. De certa forma, um pedaço do meu sonho foi realizado. Não desisti de entregar meu presente. No final, fiquei até feliz porque ainda faltava terminar dois CD's. Não queria entregar só o presente pro Dinho. Afinal também amo os outros integrantes. Seria injusto entregar um presente só pro Dinho. Não lembro muita coisa do show. O Capital tocou The Clash, Whole Lotta Love do Led Zeppelin e Ramones. Lembro da participação do Loro Jones em Fátima e também quando o Dinho convocou todo mundo pra votar nulo e perguntou "Vocês se sentem representados por alguém que está ali?". Ele apontou pro Congresso e perguntou de novo. Todo mundo disse não, alguns gritaram nomes como o do Tiririca e ele se amarrou. Dedicou "Que País é Esse" pro Carlinhos Cachoeira. É isso que me lembro. O show acabou, eu saí de mim, esqueci que minha amiga estava comigo, estava quase sem voz e precisava urgentemente beber água. Demoramos muito para achar. Acho que eram mais de 3h. Fomos andando pra Rodoviária sem saber qual seria o nosso destino. A opção 1 era pegar um ônibus, que com certeza não tinha. A opção 2 era dormir na Rodoviária, que não era uma boa ideia. Ficamos com a opção 3, arriscar e pegar um táxi. Deu tudo certo. Minha amiga dormiu lá em casa. Eu nem dormi direito né? Não dava pra dormir com toda aquela adrenalina. Só pensava no show, na conversa do Dinho comigo. Quando comecei a dormir, o dia amanheceu. Comemorei porque finalmente consegui ir ao show do Capital na Esplanada. Guardei a camisa com todo o carinho e resolvi terminar meu presente. Depois de tanto tempo chorando de tristeza, o Capital me fez chorar de felicidade! O próximo passo: entrevistar o pai do Flávio e do Fê, Seu Briquet. Como eu iria conseguir isso e se iria conseguir eu não sabia...
PS: no outro dia mandei uma mensagem no Twitter pro Fê dizendo que eles arrasaram no show e que tinham que tocar mais vezes em Brasília. Ele respondeu: "Obrigado, Bárbara". Foi o melhor obrigado que já recebi na vida!

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Sonho realizado!



Você já teve um sonho realizado? Como se sentiu quando isso aconteceu? Hoje resolvi falar sobre a realização de um dos tantos sonhos que tenho. Aconteceu no dia 18 de maio, mas o começo desse sonho foi bem antes. Acho que em março. Sempre participo de promoções. Já tive a sorte de ganhar algumas e dessa vez ganhei uma promoção pra assistir o show do Jota Quest no Festival Lupaluna em Curitiba com tudo pago. Um frio de lascar! Então depois de muita espera, lá fomos eu e minha mãe. Mãe que eu não encontro em nenhum outro lugar e nem em outra vida. Ela acaba virando fã junto comigo. Era sexta-feira de madrugada. Acordamos e arrumamos as últimas coisas. Iríamos na sexta e voltávamos no sábado. Às 6h um taxista veio pegar a gente para levar pro aeroporto. Não sei porque tivemos que madrugar. Afinal o voo era às 8h30min. Mas como tudo era pago, melhor não reclamar né? Ainda tava escuro quando saímos de casa. No aeroporto, o dia começava a nascer. Acho que fizemos o percurso em uns 20 minutos. Em um horário normal, ou seja, alguns minutos mais tarde chegaríamos quase uma hora depois. Então entramos logo na fila pra fazer o check-in, fila pequena, afinal era muito cedo. Depois ficamos bestando no aeroporto até a hora de embarcar. Nada muito interessante pra fazer lá. Entramos em algumas lojinhas. Ficamos na dúvida se comprávamos um lanche naquele aeroporto absurdo de caro ou se esperávamos o lanche (se é que iria ter) da querida TAM. Minha mãe, que é prevenida, levou na bolsa um lanche básico e saudável. Após entrar no voo, veríamos que essa foi a melhor opção. Como sempre fiquei na janela. Eu tenho um pouco de medo de avião, mas mesmo assim gosto de ir na janela e odeio quando ele vai subir e descer. Meu medo é do combustível acabar, afinal ele não vai parar no acostamento né? Mas isso tem um motivo, na primeira vez que viajei de avião quase que aconteceu isso. Minha mãe foi conversando com um cara. Eu coloquei meus fones e fui ouvindo música. A trilha sonora era o Jota Quest né? O avião fez escala, se não me engano, em Congonhas. Menos mal, escala não precisa descer do avião, mas tem algumas que você fica um tempão dentro dele. Não foi o caso. Chegamos em Curitiba por volta de meio-dia. Fomos procurar um cara que estava com uma plaquinha da Sorriso, a empresa que realizou a promoção, na mão. Assim que desembarcamos deu pra perceber que lá era muito frio. Encontramos outra ganhadora de São Paulo, a Caroline que também estava com a mãe. Ficamos um tempo esperando a van. Os outros ganhadores já estavam no hotel. Fiquei na esperança de ver algum integrante do Jota Quest desembarcando ou outro artista que iria tocar no festival. Não vi ninguém. Então a van chegou, passamos por boa parte da cidade de Curitiba. Não acreditava que estava ali. Ficava olhando e tentando comparar aquela cidade com Brasília. Nunca mais faço isso na minha vida, mas é impossível não fazer. Poderia mencionar um monte de coisas diferentes. O que mais chamou atenção foi o transporte público. Digamos que numa escala de 0 a 10 daria -1 pra Brasília e 11 pra Curitiba. Passamos pelo lugar onde aconteceria o festival. Meu coração disparou de vez. Demoramos uns 40 minutos até chegar ao hotel. Assim que chegamos, percebemos que era um hotel cinco estrelas. Mais tarde disseram que os grandes artistas sempre ficam lá e que os cantores do festival, inclusive o Jota Quest, se hospedariam lá. Ao entrar na recepção, veio um monte de gente cumprimentar eu e minha mãe e três fotógrafos tirando fotos sem parar. Achei até que era artista. Eles se apresentaram e disseram que iam passar o dia com a gente. Registrar todos os momentos. Mais tarde veríamos que eram todos os momentos mesmo. Assinamos uma ficha com nossos dados. Pegamos a chave do quarto e cumprimentamos os outros vencedores. Eram cinco em todo o Brasil. A Caroline, que veio de São Paulo com a mãe, uma de BH, Thamires, que veio no lugar da irmã com o namorado e um casal do Rio de Janeiro Rodrigo e Bárbara. A quinta vencedora não conseguiu liberação no trabalho. Se eu fosse ela seria demitida, mas iria de qualquer jeito. Afinal talvez essa oportunidade não acontecesse de novo. Eu trabalhei 12 horas seguidas no dia anterior pra ser liberada na sexta. Valeu a pena! O hotel tinha sei lá quantos andares, acho que mais de 20. Não lembro em que andar ficamos, mas foi no andar dos quartos mais baratos, nem por isso ruins. Os fotógrafos foram atrás da gente. Imaginei que meus ídolos poderiam estar lá no quarto, mas achei um pouco impossível. Tiraram foto de mim abrindo a porta. Quando entramos tinham duas caixas com produtos da Sorriso. Virei garota propaganda, mostrei os produtos, fiz caras e bocas. Quase deixei a caixa cair no chão. Me achei total. Tive que gravar duas frases: "Seu sorriso é show" e a frase que ganhei o concurso "Fácil, extremamente fácil imaginar meu sorriso ao ganhar essa promoção para ver o Jota Quest". Repeti as frases não sei quantas vezes. Estava nervosa e também com fome. Já eram mais de 14h e ainda não tinha almoçado. Depois disso, finalmente fomos comer. Não gostei muito do almoço. Não é uma comida que me agrada, mas como tudo era pago, aproveitei. Peguei até umas canetas que tinham no hotel para guardar de lembrança. Ah sim também ganhamos R$ 100 para poder gastar com o que quiser. Lembrei também que no avião peguei uma revista só porque tinha o Dinho Ouro Preto na propaganda da Hering. Aproveitamos para nos enturmar com os outros vencedores. Estávamos cheios de expectativas para o show, as possíveis fotos no camarim e até imaginamos que eles poderiam almoçar com a gente. Mas eles não podiam. Os fotógrafos continuavam tirando fotos e mais fotos. Depois, tivemos um tempo pra gente, bem pequeno para fazer o que quiser, mas às 18h tínhamos que ir pro coffee break e pensávamos que eles estariam lá lanchando com a gente. Eu e minha mãe demos um volta perto do hotel. Não deu pra fazer muita coisa. Gostei de entrar em uma loja de rock. Tinha altas coisas lá. Como não tinha muito dinheiro, resolvi comprar só uma camisa do Capital Inicial (afinal, eu gosto do Jota Quest, mas sou fã mesmo é do CI). Voltamos pro hotel, tomamos banho, nos arrumamos com um monte de casacos e descemos. Lanchamos, sem o Jota Quest, tiramos mais fotos e depois ficamos na recepção do hotel esperando a van para levar pro show. Me aconselharam a pegar mais casaco por causa do frio. Quis dar uma de teimosa e disse que não precisava. Depois acabei indo pegar o casaco. Ao chamar o elevador para descer para a recepção, dei de cara com um dos integrantes do Los Hermanos. Não lembro quem era. Só me toquei depois. Foi super rápido. Ele olhou, deu um sorriso tipo "sei que você me conhece" e a porta fechou. Quando desci do elevador vi o Nando Reis. Deu até vontade de falar com ele, mas eu vi que ele tava brigando com a produção dele. Fiquei na minha. De volta a minha turma, descobri que a menina de BH tirou uma foto com ele. Mas ele não queria não. Ela chegou e tirou. Começamos a perceber que realmente os artistas estavam hospedados ali. Estávamos de frente pro elevador. Toda vez que a porta abria, olhávamos pensando se era o Jota Quest. Disseram que eles iriam em uma van em frente a nossa, então obviamente eles deveriam descer por ali. Mas isso não aconteceu. A van chegou, fomos super animados e realmente tinha uma van na nossa frente muito escura. Não dava pra ver nada. Ainda mais a noite. Demoramos uns 40 minutos até o local do show. No caminho, recebemos uma pulseira da Sorriso. O show era no Bioparque, ou seja, ao ar livre naquele frio de 10º C em Curitiba. Iríamos sofrer muito! Ainda bem que peguei mais casaco! Ao chegar lá pegamos a pulseira para o camarim. O Nando Reis iria começar a tocar, depois seria o Jota Quest. Pouco após o show do Nando começar, fomos para o camarim. Fã de banda sempre tem seu integrante favorito, mas não se contenta em tirar foto só com um. Tem que ser com todos. Então entramos em uma sala que não era camarim, era ao lado do camarim. Só o Rogério estava lá dentro. Ele cumprimentou todo mundo. Na minha vez, eu entreguei um presente pra ele. Fiz uma camisa com a foto de todos e um texto com as letras das músicas do Jota. Eu disse: "Olha, eu trouxe um presente pra vocês. Na verdade é só uma lembrancinha". O Rogério: "Que isso! A gente que tem que te trazer presente. Você veio até aqui".  Aí eu pensei: "Não vou travar agora né?". Então disse: "Não é sério, eu amo muito vocês". O Rogério: "Poxa que legal, obrigado. Vou abrir daqui a pouco". No fim ele não abriu, nem sei que fim deu o presente, mas espero que ele não tenha tido um fim. Foi muito rápido lá dentro. O Rogério entregou o CD 15 autografado para todos os fãs. Não entendi porque não deram o CD novo Folia e Caos. Disseram que não tinham, mas uma semana depois o CD estava sendo vendido nas lojas. Na minha vez, ele perguntou meu nome e perguntou: Tem acento aqui né?" Eu falei: "tem".  Aí ele falou: "Não repara na minha letra não porque ela é feia". Eu: "ah que isso, a minha também é". Eu chamando a letra do Rogério Flausino de feia? Tinha que consertar. Disse: "Não que isso! A minha letra que é feia. A sua é bonita" kkkkk. Depois tiramos fotos juntos. Ele pegou no meu ombro. A minha mãe gritou: "Agarra ele Bárbara", só porque eu não peguei na cintura dele. Dei um olhar fulminante pra minha mãe e ela percebeu na hora. Acho que o Rogério não reparou, tinha muita gente lá. Menos mal. Quando minha mãe foi tirar a foto, ela "agarrou ele" pela cintura. Aí a produtora dele mandou tudo mundo sair de lá. Saí e fiquei de frente pra porta do verdadeiro camarim, que tinha dois seguranças. A porta abre e quem sai de lá? O Marco Túlio. Ele sai e fica atrás dos dois seguranças. A menina de BH tira uma foto dele. De repente, ele olha pra mim. Não sei explicar o que senti naquela hora. Mas eu fiquei paralisada da mesma forma que na primeira vez que vi ele quando eles vieram em Brasília, no ano passado. Eu tava assistindo a passagem de som e ele chegou pra mim e outras fãs: "Tudo bem, meninas?" Eu fiquei paralisada com aquele homem lindo, alto, moreno. Gente é tudo que eu pedi a Deus. Acho que não respondi o tudo bem até hoje! Aí ele ficou olhando pra mim por uns 10 segundos, os 10 segundos mais perfeitos da minha vida. Eu congelei. Não sabia o que fazer. Parecia que ele era o fã e eu o ídolo porque ele tava me admirando. Aí eu pensei: vou pedir pra tirar uma foto com ele. Aí ele entra no camarim. Droga! Como eu sou burra! Tímida, idiota! Nunca me odiei tanto quanto naquele momento. Saímos de lá e ficamos do lado de fora. Esperávamos tirar foto com os outros integrantes, mas aí disseram que seria só com o Rogério. Ficamos um pouco frustrados. Eu mais ainda porque tive a oportunidade de falar com o Marco Túlio, tirar uma foto ou pegar um autógrafo e fiquei parada. Me odiei mais ainda. Aí a minha mãe, que tava do meu lado na hora que o Marco Túlio saiu do camarim, não sabia quem era ele. Quando ela descobriu, ela não acreditou que eu fiquei paralisada. Disse que se soubesse tinha falado com ele. Passada a frustração, fomos curtir o show. O do Nando Reis estava quase acabando. Podíamos ficar aonde fosse melhor. E o melhor pra mim era lá colada no palco. Afinal, o camarote era muito longe. Tinha que ver tudo pelo telão. Deixei minha mãe no camarote e fui pro povão. Foi maravilhoso, perfeito! Apenas dois detalhes ruins: Pena que o show foi curto porque era um festival e tava tão frio que eu tava com os pés dormentes. O Rogério não é muito de olhar pro público, de falar com os fãs durante o show. Mas acho que ele me viu lá. Eles cantaram alguns hits e muitas músicas novas. Quando ele cantou Qualquer Dia Desses, só eu sabia! O show acabou e tive que voltar pro camarote. Os Los Hermanos iriam tocar, mas a gente tinha que voltar pro hotel. Tiramos mais fotos após o show, eu toda descabelada. Voltamos para o hotel e eu não acreditava em tudo que aconteceu. Estava sonhando e não queria acordar. Estava feliz por ter dito pro Rogério que amo eles e triste porque não consegui dizer um A pro Marco Túlio. Depois de chegar no hotel, fiquei lá na cama vendo as fotos e os vídeos. Bateu um sono e fui dormir com medo de acordar e ver que era só um sonho. Mas acordei no outro dia e vi que era verdade, estava naquele hotel em Curitiba. O sonho não poderia ser tão grande assim. Acordamos cedo, pois nosso voo seria se manhã. Tomamos café da manhã, conversamos sobre o show e partimos pro aeroporto. Voltamos pra nossa vida real, mas com um dos meus sonhos realizados!

sábado, 7 de abril de 2012

Quer saber? Já foi!

Sabe aquela pessoa que você pensava que poderia ser seu tudo e de repente passa a ser seu nada? Aquela pessoa que te apoiou nos momentos em que você mais precisava e com pequenos gestos tornou o seu dia mais feliz? Aquela pessoa que te devolveu a fé que você tinha perdido e te ajudou a levantar? Mas depois de um tempo, essa pessoa começou a fazer uma coisa e dizer outra. Ela me fez acreditar que podia ser diferente das outras, que pela primeira vez alguém poderia roubar meu coração e me mostrar o que é o amor. Tudo em vão...
Você me fez acreditar em algo que não existia e me mostrou que você é igual aos outros. Me usou com suas pequenas atitudes, que você não tinha ideia do quanto elas eram importantes pra mim. Mas quer saber de uma coisa? Eu não perdi nada! Quem perdeu foi você! Só não venha se arrepender porque aí será tarde demais e como diz a música da Beyoncé, "substituir você é muito fácil”!

domingo, 1 de abril de 2012

De volta...

Após dois anos, resolvi voltar com o blog.
Lá vai mais uma tentativa e acho que nada melhor para recomeçar do que falar de mim de novo. Afinal, muita coisa mudou.
A menina de agora, na verdade, nem é tão mais menina assim.
Ela não sonha mais tanto quanto antigamente porque ela aprendeu que quando a gente sonha muito alto, o tombo é realmente enorme.
A menina que não tinha medo de sonhar deixou esse medo tomar conta dela e agora vive um dia de cada vez sem pensar muito no futuro.
Por que ela parou de sonhar? Difícil explicar.
Ela colecionou muitas decepções nesses últimos anos.
Não acredita mais que as pessoas podem mudar e que pequenos gestos fazem a diferença.
Nesse tempo, muitos pequenos gestos a agradaram, mas depois dessas atitudes, poucas palavras acabaram com tudo.
A menina de agora não acredita mais em príncipe encantado (acho que ela nunca acreditou de verdade),
Não acredita mais em casamentos,
Mudou de planos e decidiu que pode ser feliz sozinha,
Deixou de ser boazinha e aprendeu a tratar os outros da mesma forma que é tratada.
Aprendeu também que não adianta acreditar que o mundo vai mudar.
Enfim, essa menina mudou tanto e aprendeu tantas coisas.
O que não mudou?
A menina de agora continua com a mesma dúvida de dois anos atrás: ainda acha que não nasceu para ser jornalista, mas também não tem nenhum outro talento além de escrever, que por sinal acha o talento mais sem graça do mundo.
A menina de agora deveria já estar terminando o curso, mas ainda está empacada no quinto semestre.
A menina de agora ainda continua com alguns sonhos muito altos em mente, mesmo sem acreditar que eles vão virar realidade.
A menina de agora sabe que a única forma de realizar esses sonhos é se tornando uma jornalista.
A menina de agora continua querendo trabalhar com jornalismo esportivo e provar que as mulheres entendem sim de futebol, mas a pergunta da música "Pais e Filhos" da Legião Urbana continua na cabeça dessa menina há quase três anos: "O que você vai ser quando você crescer?"